Quem Somos

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Aqui você encontra dados históricos de quem foi o escritor cubatense Afonso Schmidt como obras, biografia, carreira e também informações de quem tem cuidado para manter a memória desse genial escritor vida e relevante.

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Quem somos

Tempo investido em cultura nunca é tempo perdido

essa é a essência que guia nossa equipe, formada por apaixonados pela arte, história e conhecimento. Somos pesquisadores, comunicadores e entusiastas dedicados a conectar pessoas com o rico universo cultural. Com experiências diversas, unimos criatividade e rigor para oferecer conteúdos que inspiram, informam e valorizam o patrimônio cultural. 

Quem foi Afonso Schmidt

Escritor Cubatense

Em 29 de junho de 1890, nascia em Cubatão Afonso Schmidt, jornalista, contista, romancista e ativista anarquista que marcou a cultura e a política brasileiras do século XX.

Ainda jovem, fundou o jornal Vésper em sua terra natal, iniciando uma carreira que o levou a colaborar com nomes como Edgard Leuenroth e Oreste Ristori em periódicos históricos como A Plebe e A Lanterna. Em São Paulo, sua escrita brilharia nos grandes jornais Folha e O Estado de S. Paulo.

No Rio de Janeiro, criou o jornal Voz do Povo, defensor da classe trabalhadora, que o colocou em confronto com o sistema. Suas ideias fortes e desafiadoras renderam-lhe prisões, mas também consolidaram seu legado como símbolo de resistência.

Schmidt combateu o fascismo e o clericalismo com uma obra multifacetada, somando mais de 40 títulos que incluíram crônicas históricas, fantasia e ficção científica – gênero que ajudou a inaugurar no Brasil com Zanzalá.

Afonso Schmidt faleceu em 3 de abril de 1964, deixando um legado que continua vivo, inspirando novas gerações com sua coragem e criatividade.

Afonso Schmidt nasceu em 29 de junho de 1890, no bairro histórico do Cubatão, em Santos, São Paulo, filho de João Affonso Schmidt e Odila Bruncken Schmidt. Desde cedo, demonstrou vocação para as letras e inquietação com as injustiças sociais, marcas que definiriam sua trajetória como um dos maiores intelectuais e ativistas do Brasil no século XX.

Infância e os primeiros passos no jornalismo

Ainda menino, Schmidt exibia sua paixão pelas palavras. Aos 12 anos, produzia jornaizinhos manuscritos, e, aos 13, instalou uma tipografia no porão da casa do pai, onde publicou seu primeiro jornal impresso, do qual desempenhava todos os papéis: diretor, redator, tipógrafo e distribuidor.

Aos 15 anos, assumiu o cargo de secretário no jornal Commercio de São Paulo, onde iniciou sua carreira profissional. Não parou mais. Atuou em jornais de Santos, São Paulo e Rio de Janeiro, como A Tribuna, Diário de Santos, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo. Na capital carioca, fundou o jornal Voz do Povo, vinculado à Federação Operária, tornando-se um nome de destaque no jornalismo proletário.

Peregrinações e formação ideológica

Adolescente ainda, Schmidt embarcou clandestinamente para a Europa, em busca de conhecimento e inspiração. Lá, enfrentou privações que moldaram sua sensibilidade social e política. Em Portugal, trabalhou como editor; em Paris, enfrentou dificuldades financeiras, chegando a enviar cartas para amigos e figuras influentes, como Dom Luís de Bragança, pedindo apoio.

Suas vivências no Velho Mundo, somadas à sua simpatia pelas causas populares, consolidaram sua afinidade com o anarquismo e o socialismo. De volta ao Brasil, integrou os principais periódicos libertários, como A Plebe e A Lanterna, ao lado de figuras históricas como Edgard Leuenroth e Oreste Ristori.

Literatura e inovação

Schmidt publicou mais de 40 livros, abrangendo poesia, crônicas, romances, contos e teatro. Obras como O Menino Felipe, A Primeira Viagem e São Paulo de Meus Amores revelam seu olhar sensível para o cotidiano e a história.

Sua contribuição pioneira à ficção científica brasileira veio com Zanzalá (1928), ambientado em uma cidade futurista entre as montanhas da Serra do Mar, após a Segunda Guerra Mundial. A obra, repleta de inovações tecnológicas visionárias, é considerada um marco do gênero no Brasil e uma ode à cidade natal do autor, Cubatão.

Luta e reconhecimento

Schmidt foi um combatente ferrenho contra o fascismo e o clericalismo, campanhas que lhe renderam prisões e perseguições, mas também respeito e admiração. Foi membro da Academia Paulista de Letras, que chegou a presidir, e recebeu o Troféu Juca Pato, sendo nomeado Intelectual do Ano em 1963.

Faleceu em 3 de abril de 1964, deixando um legado inestimável para a cultura brasileira. Em sua cidade natal, Cubatão, é homenageado com a Semana Afonso Schmidt, uma celebração de sua obra e memória.

Patrono da cadeira 138 do Instituto Histórico e Geográfico de Santos, Schmidt continua sendo um símbolo de resistência, criatividade e brasilidade, cuja vida e obra ecoam como um chamado à justiça e à transformação social.

Poesia

  • Lírios Roxos (1907)
  • Miniaturas
  • Janelas Abertas (1911)
  • Mocidade (1921)
  • Garoa (1932)
  • Lusitania
  • Poesias (1934)
  • Poesia (1945)

Prosa

  • Brutalidade
  • Os impunes
  • O dragão e as virgens (fantasia)
  • Pirapora
  • As levianas
  • Passarinho verde
  • Ao relento (fantasia)
  • Kellani
  • A revolução brasileira (crônicas)
  • A nova conflagração
  • O evangelho dos livros
  • Os negros
  • Carne para canhão
  • Curiango
  • A sombra de Júlio Frank (romance)
  • Colônia Cecília (romance)
  • O Retrato de Valentina (1947) (romance)
  • A Marcha (romance)
  • O Menino Felipe (romance)
  • O Tesouro de Cananeia (contos)
  • A Vida de Paulo Eiró (crônicas)
  • São Paulo de meus Amores (crônicas)
  • Zanzalá (1928) (novela)
  • A Primeira Viagem (autobiografia)
Jornalista

Por que foi tão diferente?

Afonso Schmidt destacou-se como um jornalista profundamente comprometido com causas sociais e políticas, utilizando sua escrita como ferramenta para promover ideais libertários e combater injustiças. Desde cedo, demonstrou iniciativa e engajamento com a comunicação social, colocando sua habilidade literária a serviço das transformações sociais.

Schmidt fez da escrita um instrumento de impacto, ampliando sua influência e se tornando uma voz relevante em debates fundamentais do Brasil do século XX. Sua atuação no jornalismo foi marcada pela coragem de questionar o status quo e pela busca constante por mudanças significativas na sociedade.

Jornais onde trabalhou
  • Jornal Vésper (Cubatão)
  • Jornal A Plebe (São Paulo)
  • Jornal A Lanterna (São Paulo)
  • Jornal Folha de S.Paulo (São Paulo)
  • Jornal O Estado de S. Paulo (São Paulo)
  • Jornal Voz do Povo (Rio de Janeiro)
Acervo

Obra de Afonso Schmidt​

Livros
0 +
homenagens
0
anos de jornalismo
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Prêmios
0

Homenagens

Por ser um autor que exaltou o estado de São Paulo, recebeu muitas homenagens em vários locais, como ruas, alamedas e praças.

  • Praça Afonso Schmidt, Cubatão – São Paulo
  • Escola Estadual Afonso Schmidt – Cubatão – São Paulo
  • Coral Zanzalá – Cubatão
  • Semana Afonso Schmidt (evento cultural cubatense)
  • Zanzalá – São Bernardo do Campo – São Paulo
  • Avenida Afonso Schmidt, Santos – São Paulo
  • Alameda Afonso Schmidt – Santa Teresinha -São paulo (cidade) – São Paulo
  • Biblioteca Afonso Schmidt – Bairro Cruz das Almas, São Paulo – SP
  • Rua Afonso Schmidt – Osasco – São Paulo
  • Rua Afonso Schmidt – Ribeirão Preto
  • Rua Afonso Schmidt – Campo Grande (Rio de Janeiro) – Rio de Janeiro
  • Travessa Afonso Schmidt – Santo Antônio da Platina – Paraná
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Equipe

Nossos especialistas

Conheça nossa equipe que busca a cada dia desvendar a mente deste escritor genial e entregar a todos.

Ednalva da Silva Leal Torres

Fundadora

Formação Acadêmica

Letras – Universidade Católica de Santos – 1991
Artes Visuais – UNINTER – 2024

Cursos Específicos

  • A arte de contar histórias – Prefeitura Municipal de Cubatão – 1993
  • Contadores de histórias – Proler/Leia Brasil – 1996
  • A arte de contar histórias – Editora Paulus – 1997
  • Construindo o jogo da leitura infantil – Editora Paulus – 1997
  • A musicalidade e a leitura infantil – Editora Ática – 1997
  • I Encontro Nacional de Contadores de Histórias – Sta. Bárbara d’Oeste/SP – 2005

Francisco Rodrigues Torres

Co-fundador

 

Graduação em Letras e História (UNISANTOS E UNIMES). Mestrado em História Social (USP). Doutorado em Ensino e História de Ciências da Terra (UNICAMP). 

Autor de livros sobre a história de Cubatão. Pesquisador do território cubatense. Atua no desenvolvimento de projetos e pesquisas no Instituto Afonso Schmidt. 

É coautor dos livros Cubatão Caminhos da História (2007) e Afonso Schmidt — Escritor da Alma Brasileira (2008). Foi chefe da Divisão de Biblioteca e Arquivo Histórico de Cubatão entre 2011 a 2016.

Wellington Ribeiro Borges

Historiador

Welington Ribeiro Borges é historiador formado pela Universidade Católica de Santos com duas pós-graduações na área de História (Cidade e História – Meio ambiente, Turismo e Lazer e Educação Patri-monial: Desafios para o Ensino de História e a Cultura). 

É autor do livro Uma História de Amor e Paixão – 50 Anos da Encenação da Paixão de Cristo em Cubatão (2019) e co-autor dos livros Cubatão Caminhos da História (2007) e Afonso Schmidt Escritor da Alma Brasileira (2008). 

Foi Secretário Municipal de Cultura de Cubatão (2010-2016), Chefe da Divisão de Biblioteca e Arquivo Histórico (2004-2010) e presidente do Conselho de Defesa do Patrimô-nio Cultural de Cubatão, CONDEPAC (2003-2010).

E-mail: wellborgs@gmail.com.

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